O Papel da Cultura Humanista

A Educação orientou-se para “fora”, preparando caminho para múltiplas especializações. Todas as formas de conhecimentos, insuficientes por si próprias para assegurarem aos jovens uma posição social economicamente orientada, foram progressivamente abandonadas. A juventude, sentindo, ainda que de forma nebulosa, a perda de identidade, lançou-se numa busca quase desesperada de novos valores.
Essa reação desamparada de filosofia, que pudesse definir o verdadeiro sentido da liberdade, redundou, como é facilmente compreensível, em comportamentos distorcidos e, consequentemente, não logrou de imediato a compreensão da sociedade. Instalou-se, dessa forma, uma crise de proporções imprevisíveis. Em algum momento, entretanto o senso comum foi mobilizado e surgiu aquilo que presentemente constituí opinião unânime daqueles que se ocupam com a tarefa da Educação: a conscientização da necessidade de reformulação dos métodos e da qualidade do ensino.

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Em Tempos Difíceis

Em tempos difíceis de viver, as técnicas místicas que aprendemos têm seu maior potencial de sucesso. Quando a vida está muito cômoda, alcançamos pouco êxito em aplicar os princípios que poderiam produzir as circunstâncias que desejamos estabelecer na nossa vida.
Mas, quando nos defrontamos com emergências e problemas difíceis, a aplicação de princípios místicos é mais poderosa, de modo que resultados quase milagrosos podem ser observados. A experiência de muitas pessoas mostra que resultados notáveis podem ser obtidos quando um apelo sincero e devotado é feito ao Cósmico, depois que tudo o mais falhou. Esses resultados devem nos trazer o conforto e a confiança de que o Cósmico se predispõe a trabalhar em nosso favor durante momentos de grande necessidade.

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A Natureza

Para aquele que, por amor à Natureza, estabelece comunhão com as suas formas visíveis, ela se expressa de maneira diferente…

Estas palavras, de um poema de William Cullen Bryant, dizem-nos que o Homem pode dirigir sua atenção para o mundo natural ou fenomenal que o cerca. Estas palavras estabelecem a ideia de que o ser humano não é uma ilha. Ele é parte de uma criação da qual participa, e espera-se que sua participação seja em base recíproca, isto é, que ele se beneficie com os frutos da Natureza, relacionando-a consigo mesmo.

A linguagem da Natureza, conforme menciona o poeta, significa muitas coisas, para muitas pessoas. Pode significar apenas um lugar de repouso, para recreio, distante da agitação. Pode significar a oportunidade para desenvolver grandes projetos, ou, superficialmente, refletir o fato de que a pessoa apenas sabe que é parte de algo maior do que si mesma.

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A PACIÊNCIA

Como todas as virtudes inerentes à alma humana, a paciência contribui para o nosso bem-estar e facilita nossas relações com os outros. Por isso pessoas pacientes são ao mesmo tempo uma boa companhia para si mesmas e para os outros. Sabendo perfeitamente que a vida é feita de imprevistos que retardam algumas consecuções ou geram contratempos que independem de sua vontade pessoal, elas sabem esperar e se adaptar às circunstâncias, o que constitui uma forma de autodomínio.
Ao contrário, os impacientes se irritam quando as coisas não se desenrolam como previsto, especialmente quando sofrem algum atraso em suas atividades, profissionais ou outras. Assim agindo eles perturbam inutilmente sua harmonia interior e se colocam num estado mental e emocional negativo, o que quase sempre atrai para eles uma série de desgostos.

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Um Segredo Áureo

Ordem Rosacruz

Arquivos da AMORC

Há milhares de anos, no Egito, o Homem iniciou a investigação dos mistérios que o circundavam. A primeira e mais maravilhosa das descobertas que fez foi a da dualidade do Eu. Ele constatou que, além do corpo físico, com seus membros e órgãos, existia uma natureza ou elemento etéreo em seu Ser. O Homem tornou-se, então, pela primeira vez, verdadeiramente autoconsciente, ou melhor, consciente do transcendente Eu Interior. De onde veio essa essência de sua natureza, ou Eu? Ela não poderia ser afetada por aquilo que infligia dor ao corpo, pelo calor, frio ou fome. Poderia estar ativa, pensar e idealizar enquanto o corpo estivesse em repouso, ou mesmo adormecido. Além disso, o que lhe aconteceria no fim da vida, ou morte? Era ela indestrutível? Sobreviveria? Com perguntas semelhantes confundindo a mente dos antigos egípcios e, não obstante, despertando o seu interesse, iniciou-se uma busca que jamais terminou por parte dos homens e mulheres inteligentes em todo o Universo.

No fenômeno comum da vida cotidiana, na observação do início e fim das estações, no fluxo e refluxo das marés, no crescente e minguante da Lua, os homens primitivos descobriram a Lei dos Ciclos, a periodicidade de toda a Natureza. Com a morte periódica das plantas e seu renascimento na primavera, convenceram-se da ressurreição da Natureza, uma admirável imortalidade das coisas viventes. Tudo isso aumentou sua sede de conhecimento.

Examinemos os fatos. Sua vida é influenciada por muitas coisas inexplicáveis – fenômenos e ocorrências, que às vezes você não pode explicar ou controlar. Poderia, mesmo, taxá-los de sobrenaturais; pode mesmo rir-se a seu respeito. Não obstante, eles são os fatores, diretos ou indiretos, que o impedem de realizar algum ideal, algo que está procurando alcançar ou conseguir, ou de libertar-se de preocupações e lutas. Você teve, por exemplo, essas sensações estranhas? Já encontrou pessoas, pela primeira vez, apresentáveis em aparência, mas, que algo, sem explicação, despertou-lhe uma onda de desconfiança e antipatia pela mesma? Por que? Essa é uma manifestação da aura humana. Hoje já sabemos cientificamente que o corpo emana esta radiação. Essa emanação tem um poder místico muito prático, que era e é conhecido pelos estudantes das ciências herméticas.

Estes mistérios e potencialidades do Eu estão sendo, cada vez mais, de domínio dos indivíduos. Todos as novas descobertas científicas têm colaborado para que, um número cada vez maior de pessoas, se interesse por estudar e desenvolver estas habilidades inerentes a todos seres humanos. O nosso século está, indelevelmente, marcado pelo crescimento de muitas organizações que se dedicam a orientar e desenvolver estes atributos. Porém, estes conhecimentos não são novos. Os egípcios já dominavam grande parte deles, assim como, muitos outros povos ao longo de nossa história.

Podemos observar, de tempos em tempos, pessoas que se destacaram nos diversos campos da ciência e que possuíam qualidades especiais. Via de regra, elas estavam ligadas a organizações preocupadas em despertar este poder interior, latente no ser humano. Parece que, a simples descoberta destas potencialidades, adicionada à algumas técnicas de desenvolvimento e despertar, contribuíram para criar personalidades importantes para a mudança de nossa história.

Como teriam obtido tais informações? Será que faziam parte de uma classe especial de seres, ou teriam adquirido um conhecimento que lhes proporcionou um desenvolvimento acima da média de seus contemporâneos? Esta mensagem não tem a intenção de responder a estas questões, mas provocar algumas reflexões e trazer a Luz de nossa consciência assuntos que sempre angustiaram muitas pessoas.

 

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