Ter uma paixão, um ideal

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Excerto do livro “A respeito da Felicidade”- Serge Toussant, FRC

Ter uma paixão é fator importante para a felicidade: praticar um esporte ou se interessar por algo, fazer jardinagem, consertos, desenhar, tocar um instrumento de música, passear regularmente na natureza… são ocupações que permitem distrair-se, divertir-se, desabrochar, realizar-se. Os gostos na matéria são muito variados, e o que interessa a uns pode parecer sem interesse, mesmo absurdo, para outros. É preciso, então, lembrar que todos os gostos são da natureza (humana) e dar prova de abertura de espírito, e daí, mesmo de tolerância. Desde que a ocupação que diz respeito não traga prejuízo para ninguém, não afete a sociedade e não tenha nenhuma incidência negativa sobre o meio ambiente, a gente deveria comemorar que ela torne felizes aqueles e aquelas que a ela se dediquem.

Da mesma maneira, é importante ter um ideal. Que ele seja político, religioso, filosófico ou outro, permite dar um sentido à nossa existência, exprimir nossas crenças, nossas opiniões e nossas convicções, mas também nos projetar no futuro e nutrir esperanças; assim sendo, não é porque a gente seja idealista que detém a verdade e que tem razão na maneira de pensar. É preciso, pois, ficar alerta para não se comportar como ideólogo, quer dizer, como alguém que tem tendência a impor suas ideias de maneira categórica, e de se mostrar sectário para com aqueles que não a partilham. Para evitar este perigo, o melhor é cultivar a abertura de espírito… e o espírito de abertura. É esta uma prova de inteligência e uma garantia de respeito mútuo.

 

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