Solidão

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Solidão

Adilson Rodrigues

Muitas pessoas vivem sozinhas e não sentem solidão; muitas pessoas estão sempre acompanhadas de outras pessoas, e sentem solidão. Portanto, solidão é um sentimento, que parece, não depender de outras pessoas.

Solidão não é a mesma coisa que “estar só”.

Há quem diga que solidão é saudades do Paraiso Perdido; há quem diga que quem ama (pessoas, animais, coisas) não sente solidão; há quem diga que a ausência de um grande amor, traz solidão.

Penso que solidão é estar fechado a novos conhecimentos.

A curiosidade, talvez, seja o arco e a flecha, que pode lançar a solidão “para o espaço”. Vamos juntos invadir uma biblioteca. Vamos estudar o corpo humano, a mente das pessoas e a natureza. Vamos abrir o Livro da natureza e verificar se é verdade que Deus “geometrizou”. Vamos aprender jardinagem ou pintura; vamos estudar música ou aprender o segredo da culinária francesa.

Quantos idiomas você fala?

Você que está adorando seu livro, por certo, não sente solidão.

Você, que está com o seu cachorro de estimação, sentiu solidão alguma vez?

Você joga xadrez? É um ótimo exercício de raciocínio e de estratégia de ataque e defesa.

E o computador? Ele serve para derrotar nossa solidão?

Encontramos dois grandes grupos de pessoas: pessoas extrovertidas e pessoas introvertidas. São os extrovertidos que mais precisam de outras pessoas para viver, conversar e festejar. Os introvertidos podem sentir solidão, mas eles precisam de ideias. Aliás, eles vivem no mundo das ideias, por isso que precisam evoluir para extrovertidos.

Mas os extrovertidos também precisam evoluir para introvertidos.

É a eterna busca do equilíbrio. Encontrei-me com um mestre de meditação. Ele vivia parte de sua vida em solitude (sozinho), mas não sentia solidão. Ele era um homem moderno: captava as inspirações do mundo interior e procurava materializá-las.

Criar, desenvolver, inventar moda, é o grande ensinamento de Thomas Edison, que registrou mais de mil inventos. Será que ele sentiu solidão?

Abrir espaço para a curiosidade, buscar novos conhecimentos, é um dos melhores caminhos para não se ter o envelhecimento cerebral. Nunca desista de aprender.

Meu amigo Dr. Newton César comenta sobre o tema, dizendo que o desejo de mudar pode levar as pessoas a acreditarem “que podem mudar” e dizer como um poeta “solidão, nunca mais”.

Desejo terminar esta reflexão exortando o aqui e agora, o Carpe Diem. Aproveite o dia. Não adie sua vida. Não espere ser feliz amanhã. Hoje é o dia certo.

Aos meus amigos solitários, que vivem num sarcófago, relembro: você é o patrão, você tem a chave. Participe da sua comunidade e do mundo em que você está vivendo. Não seja apenas expectador do universo.

Seja feliz só ou acompanhado, sem solidão.

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