Os Místicos também devem enfrentar a vida

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Thomas  Croaff  FRC

Frequentemente, ouvimos falar em Místicos que buscam a solidão e a paz mental isolando-se da civilização. É verdade que todos nós, em determinadas ocasiões, necessitamos de silêncio, solidão, meio ambiente tranquilo, porém, separarmo-nos da humanidade, apartando-nos de nossos semelhantes não é, certamente, a resposta aos problemas da existência, em absoluto.

A “Paz Mental” como a expressão implica diretamente, requer quietude e orientação mental onde quer que estejamos. Não podemos fugir de nós mesmos e sendo isso verdade, então, como diziam os sábios da antiguidade fazemos nosso próprio céu e inferno. Esta condição ou estado é, invariavelmente, resultante de padrões de pensamento e interpretação quanto ao “bem” ou “mal”.

Se considerarmos atentamente a questão da “Paz Mental”, chegaremos à conclusão de que ninguém poderá nos ferir, ninguém a não ser nós mesmos poderá nos prejudicar. Isto é, a injúria e dano que nos for feito são produtos de nosso próprio pensamento, emitido erroneamente e dirigido para canais negativos.

Desde eras remotas tem sido difícil ao Homem “enfrentar os fatos da vida”. Recusamo-nos considerar o mundo real como base de amor, beleza e bondade. É verdade que alguns dos melhores pensadores do passado, reconheceram o mundo como ele realmente é; compreenderam que o Amor é o fator mais forte do mundo; que o Amor pode superar qualquer elemento negativo, tais como o ódio, medo etc. O amor, a beleza e a bondade são construtivos e qualidades positivas que se manifestam em nosso redor.

O Apóstolo Paulo, um dos maiores pensadores e organizadores do mundo, aconselhava-nos a ser moderados em todas as coisas. A moderação no seu significado místico sustenta a própria estrutura do Cosmos, que é governado inevitavelmente pelas leis de Deus, e não isenta ninguém, nem mesmo os místicos, de obedecer às leis de Deus, compreendendo em todas as ocasiões que eles, também, devem praticar a moderação e usar a própria inteligência para melhor benefício da humanidade em geral.

Parece haver uma particularidade na natureza humana que faz com que a maior parte dos homens seja extremada em determinados aspectos da vida diária. É esse elemento que nos leva às maiores dificuldades. Continuamente, nos esforçamos por evitar as consequências de nossos próprios atos. Deixamos de compreender, mui frequentemente, a expressão bíblica da Lei de Compensação: “Como semeares, colherás”.

Equilibrar a balança da vida, alcançar o meio termo em tudo, é a prática que devemos cultivar e empregar em nossa vida diária. Essa base para relações mais agradáveis e benéficas com os nossos semelhantes, definidamente, promove condições de maior harmonia em nosso interior.

A vida é uma rua em que se caminha em duas direções e isto é certo. O que colocamos na vida é o que dela retiramos, nem mais nem menos. Isto certamente, não é uma expressão de vã filosofia. Além disso, nenhum homem ou mulher será capaz de se manter por muito tempo apenas com os esforços e atividades pessoais. O trabalho de equipe nos requisita onde quer que estejamos.

A própria essência da civilização é a “cooperação”. Incluindo os místicos, chegamos ao ponto em que estamos, unicamente porque temos trabalhado em conjunto, através dos anos.  À medida que o tempo marcha, aumenta o grito por mais e mais cooperação para o viver cooperativo, num mundo unido, à medida que nos esforçamos para a Paz e abundância de todos os povos, a despeito de raça, cor ou credo.

Compreendendo como devemos que este é o Mundo de Deus e que tudo que é de Deus é bom, continuaremos a trabalhar diligentemente para o reconhecimento mundial dos princípios do Bem que promovem a Paz universal e a abundância para toda a humanidade.

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