A Patologia do Poder

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A Patologia do Poder

Dr. Adilson Rodrigues, FRC

Os estudos analíticos de Freud o conduziram para as grandes patologias sexuais, a grande repressão da época. Adler, no entanto, observou outra grande patologia nos seres humanos que salientou como a patologia do poder. É esta patologia que gostaríamos de analisar.

O desejo de poder é muito grande e profundo no ser humano, mas o desejo do poder, é muito maior.

Como estudantes rosacruzes devemos estar atentos à Sagrada Luz que nos foi confiada, e esta Luz é o desejo de poder, não o desejo do poder.

Desejamos poder, ousar, fazer, vencer, progredir, mudar. Desejamos nos superar no dia a dia, vencer nossa timidez, nossos medos e controlar nossas emoções. Desejamos progredir em Amor, Caridade e Espiritualidade.

As promessas rosacruzes sempre foram e são voltadas à preparação do ser humano em sua jornada para a Harmonização Cósmica. Preparação essa que visa ao pleno desenvolvimento do ser apoiado num corpo físico belo e saudável, numa mente criativa e satisfeita e numa Alma irradiando o Bem e o Belo em todas as ocasiões.

Os rosacruzes não estão desejosos do poder, principalmente do poder de mandar ou escravizar os outros seres humanos. Aliás, os estudantes rosacruzes devem constituir um grupo pacifista e tolerante, que só faz oposição a quem deseja a escravidão da mente e da dignidade humana.

O poder sobre os outros é algo tremendamente sério. O poder de impor ideias, de dirigir os outros e atravessar fronteiras, no lar ou em qualquer outro lugar, é algo carmicamente, muito delicado. Há os que impõem e são como os tiranos; há os que convencem e são como os vendedores.

“Querem conhecer um vilão?”

“Coloquem um bastão em sua mão.”

Como rosacruzes precisamos exortar a hierarquia da administração e reconhecer no organograma hierárquico a organização por trás da instituição, mas como estudantes da Rosacruz devemos estar atentos para servir com dignidade, nobreza e respeito aos irmãos e irmãs da Ordem.

“Eu vim para servir, não para ser servido” disse o amado mestre.

“Vim para exortá-los ao desejo de poder, não para estimulá-los ao exercício do poder.”

Cada ser humano está num degrau de evolução, ou melhor, num estágio de aprendizado, o que nos obriga desenvolver a tolerância e a compreensão.

O desejo de poder pode nos tornar líderes sábios, capazes, confiantes e ambiciosos. O desejo de poder pode nos fazer desenvolver grandes qualidades para guiar, sem a necessidade de dominar. O desejo de poder exerce-se em si mesmo, e o exemplo ajuda os outros a se conhecerem e encontrarem uma direção na vida.
Entretanto, o desejo do poder é ávido de autoridade, e às vezes, cruel em seus métodos, forçando os outros à sua vontade.
As grandes realizações da vida são alcançadas pelo desejo de ser, e não pelo desejo de ter.

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