Vento

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Vento

Certa manhã, nas dunas, observei as areias agitadas e os recurvos arbustos litorâneos, e meu espírito por um instante emudeceu. Então, pensou: “Vai sempre o Vento a correr pelo mundo, tangendo ora este, ora aquele objeto, às vezes fugazmente, outras vezes por maior espaço de tempo, mas com certeza atingindo tudo quanto encontra”.

Meu espírito aquietou-se por mais um momento, depois compreendeu: “Também as pessoas são assim! Vão sempre a correr pela vida, tocando ora esta, ora aquela pessoa, às vezes fugazmente, outras vezes por maior espaço de tempo, mas com certeza atingindo profundamente todas as que encontram”.

Percebi, então, que toda vez que estou com outra pessoa, sou um vento, agitando-a e inclinando-a de algum modo. Serei um vento brando e cálido, ou impiedoso e devassador? Faço dobrar-se toda pessoa que está comigo. Estou prejudicando-a ou inclinando-a para o bem, para Deus, para o Amor?

– Frances Ono

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