Qual é a Finalidade da Reencarnação?

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Qual é a Finalidade da Reencarnação?

Serge Toussaint, FRC

De imediato, é importante informar que a reencarnação não é um dogma na AMORC, o que justifica o fato de que certos membros da mesma, é verdade que raros, não aderem a ela. No tocante aos ensinamentos rosacruzes, a meta de todo ser humano é evoluir gradativamente para a perfeição da Alma Divina que o anima e chegar a manifestar suas virtudes, tais como a paciência, a tolerância, o altruísmo, a benevolência etc. Do ponto de vista lógico, tal meta não pode ser alcançada numa só vida, daí a necessidade de se reencarnar. Isto supõe que todo indivíduo vive na Terra várias vezes e vai se reencarnar de novo até que tenha se tornado perfeito em seu comportamento e possa ser considerado verdadeiramente como um sábio. Assim, de encarnação em encarnação, conhecemos muitos indivíduos e mudamos de família, de país, de profissão, de religião etc. Para a maioria dos orientais, a reencarnação é uma evidência e faz parte da sua cultura. No Ocidente, esta doutrina é muito menos difundida, principalmente porque não faz parte da tradição judaico-cristã. Dito isto, um número cada vez maior de ocidentais se interessa por ela e mesmo adere a ela.

Assim como é impossível provar a existência de Deus ou da alma, não se pode dar nenhuma prova objetiva da reencarnação. Aliás, o mesmo acontece com tudo o que concerne o mundo espiritual, pois este pertence ao campo da metafísica, o qual transcende nossas faculdades sensoriais e nossos processos mentais comuns. Isto posto, o fato de não se poder provar a existência de uma lei, seja ela física ou metafísica, não permite em nenhum caso se afirmar que ela não existe. Além disso, o fato de não nos lembrarmos espontaneamente das nossas encarnações passadas não quer dizer que nunca tenhamos reencarnado. A título de comparação, somos incapazes de nos lembrar de tudo o que fizemos durante a vida atual desde o instante do nosso nascimento. Não obstante, nós realmente a vivemos. Além disso, quem nunca teve o sentimento de ter morado nesse ou naquele país, de ter exercido essa ou aquela profissão, de ter seguido essa ou aquela religião, de ter conhecido essa ou aquela pessoa? É verdade que tais impressões não constituem provas tangíveis da reencarnação, mas elas são suficientemente significativas para que se lhe dê atenção.

Se é verdade que não se pode provar a reencarnação de maneira irrefutável, há, no entanto, fatos desconcertantes que “falam” em seu favor. Assim, foi registrado um número grande de crianças que descreveram para seus pais a casa ou a cidade onde moravam “em sua vida anterior”. Após a devida verificação, os lugares descritos por elas correspondiam perfeitamente à realidade. Outras falaram desde sua mais tenra idade uma língua estranha à do seu meio familiar, às vezes mesmo uma língua “morta”. Por exemplo, aconteceu que uma criança nascida numa família inglesa misturou palavras gregas e inglesas durante sua aprendizagem da língua. Que dizer também das crianças capazes de grandes proezas intelectuais, artísticas ou outras desde os primeiros anos da sua vida? Para considerarmos um dos casos mais conhecidos, Mozart, já aos 4 anos, era capaz de executar corretamente uma sonata. De maneira geral, como explicar a grande diferença de maturidade que se constata, não somente entre as crianças, mas também entre os adultos? Seja como for, não se pode convencer ninguém da reencarnação. E não se deve mesmo tentar fazê-lo. Trata-se acima de tudo de uma questão de convicção pessoal, baseada no que a pessoa sente quando se interroga sobre ela mesma e a finalidade da existência humana.

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