O Valor da Música

musica

O Valor da Música

[vc_row][vc_column width=”1/1″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Raymond Mikrut, FRC

Como seria o mundo sem música? Não unicamente a música produzida por artistas, mas a música em geral?

Somente a pessoa totalmente surda pode responder esta pergunta. Se pudéssemos, de algum modo, silenciar todos os inúmeros aparelhos que hoje usamos para ouvir música e todos os músicos, teríamos eliminado, apenas, as melodias e ritmos criados pelo homem. A música continuaria a existir em todo o universo, como tem acontecido desde o início dos tempos. A canção matinal do pardal; o zumbido ritmado do grilo; o zunir do vento através das árvores; o quebrar rítmico das ondas, na praia; esses são alguns dentre os temas inumeráveis da sinfonia da natureza. E, mesmo um indivíduo desprovido do sentido da audição, não está completamente afastado da canção do universo, ele ainda pode perceber certos sons pelas suas manifestações como vibrações.

Totalmente desprovida de música, a Terra seria, por conseguinte, um planeta morto, tal como se pensa que é a Lua, cercado por vácuo, no qual não podem se propagar quaisquer vibrações de som. A Terra, em tal caso, seria incapaz de manter qualquer forma de vida, animal ou vegetal. Ao compreender isto, começamos a apreciar a parte que a música exerce em nossas vidas e como é essencial para a continuação da cultura.

Certa vez, num pequeno estúdio particular, ensinei os conhecimentos básicos de música a crianças cuja idade variava entre seis e doze anos. Quanto mais educados e urbanos eram seus pais, tanto mais receptivas eram elas à ideia de que a música era um meio de se obter equilíbrio e valor intelectual, ao invés de um meio para o ganho material.

Esses pais eram sábios e realistas. Compreenderam que, talvez, somente um, dentre mil, tem o potencial para se tornar um profissional, e que, dentre estes últimos, muito poucos se tornam famosos ou fazem fortuna. Esses pais reconheciam que a música é um aspecto importante da educação. Estavam tão certos quanto aos seus benefícios, que desejavam despender recursos, dificilmente obtidos, de modo a assegurar a seus filhos instrução musical condigna.

Especialmente para a criança, cujo temperamento mental não está ainda desenvolvido, a importância da música é inestimável. Ela ensina a coordenação entre a mente e o corpo e nutre o Eu Interior, do mesmo modo. Mais do que isso, ela lhe ensinará a se concentrar. Traduzir os símbolos expressos pelas notas, linhas e barras e, ao mesmo tempo, fazer com que o corpo realize as atividades mecânicas necessárias à sua expressão.

Através dos anos, a prática lhe trará maior facilidade e, também, notas mais altas no boletim. O hábito diário de se concentrar num teclado, nas cordas ou no bocal de um instrumento, tornará a criança apta a mergulhar, página após página de texto na escola, enquanto seus colegas, menos afortunados, se movimentam ou olham abstraídos pela janela.

A música é a introdução natural às belas artes. Se a criança começar bem cedo e possuir o tipo de pais que pode suportar erros que afastariam outros de casa, em desespero, ela chegará a gostar da música clássica muito antes de poder apreciar, digamos, Shakespeare ou Walt Whitman.

Quando ela penetrar nos anos caóticos da adolescência, estará melhor preparada para discernir a diferença entre composições legítimas e monstruosidades musicais. Será capaz de manter a sua opinião contra a multidão ignorante, que é iludida pelo fato da música ser apresentada por quem não tem nenhuma iniciação musical mais refinada. Terá um bom começo na busca do que é melhor, em todas as coisas: em literatura, pintura e escultura. Não considerará mais tais coisas como simples beleza em sons, cores e formas, mas, como uma experiência da alma do Homem em evolução.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Compartilhar/strong> Artigo

Sobre o Autor

Comentários

Comments are closed.