Despertando para a Liberdade

liberdade

Despertando para a Liberdade

Vincent Edwards, FRC

Sir Rasindranath Tagore desapareceu há quase um século (1861 – 1941) mas o seu grande sonho para o futuro está mais vivo do que nunca. Os homens de toda parte ficam alentados quando pensam na sua visão de grande alcance.

Quando esse célebre poeta e filósofo Indiano faleceu, em sua nativa Calcutá, tributos à sua memória foram prestados em todas as partes do mundo. Seus compatriotas, naturalmente, lembravam-se de tudo o que arriscara para uma Índia unida. As nações de língua inglesa, ao mesmo tempo, prestaram homenagem ao poeta cujo gênio lhe trouxe o Prêmio Nobel de Literatura em 1913.

Entretanto, essas realizações parecem de menor importância, ao lado de outra coisa: Tagore ousou sonhar com um mundo em que todos os homens fossem irmão e não mais separados por ódios nacionais ou raciais. Quando ainda muito jovem, seu benigno pai insistiu em que abandonasse seus livros e fosse para o alto dos Himalaias. O jovem Rabindranath já meditava como menino, e seu pai pensou que a visita nesses picos sublimes, cobertos de neve, poderia tocar o seu espírito.

Qualquer que tenha sido o efeito, uma coisa se sabe: pelo resto de sua vida, o promissor e jovem filósofo indu jamais quis viver por preconceitos e mesquinharias. Quanto mais velho se tornou, mais clara ficou a visão de um mundo livre em que a compreensão humana contaria mais do que as fronteiras naturais.

Então, os homens poderiam viver como amigos, lado a lado, e os cientistas poderiam prosseguir nos seus estudos sem peias, pois, não haveria razão para falta de confiança. A guerra seria colocada fora da lei, pelo amor e pela irmandade.

Parece louco esse sonho?

Pode assim ser para muitos, nesta época da suspeita. Mas, se a beleza e a bondade ainda prevalecem no mundo, o sonho de Sir Rabindranath deve tornar-se verdade. É a única esperança do homem para o futuro.

Talvez não haja melhor ocasião do que a presente, para que cada patriota, em sua própria terra, compartilhe da oração que o grande poeta indu compôs para o seu país natal:

“Onde o vento não tem medo e a cabeça é mantida elevada;

Onde o conhecimento é livre;

Onde o mundo não foi dividido em fragmentos por estreitas paredes domésticas;

Onde palavras vêm das profundezas da verdade;

Onde, sem cessar, se estendem os braços para a perfeição;

Onde a prístina corrente da razão não se perdeu na areia monótona do hábito;

Onde a mente é conduzida por Vós, em pensamentos e ações sempre mais amplos;

Nesse Céu de liberdade, Ó meu pai, fazei com que desperte meu país”.

Compartilhar/strong> Artigo

Sobre o Autor

Comentários

Comments are closed.