Problemas Financeiros

130

Edgar Wirth, Ph.D.,F.R.C.

Ter problemas financeiros não significa irresponsabilidade. As pessoas que têm dificuldades financeiras sentem-se ansiosas e preocupadas com suas transações com outras pessoas – ao contrário do gastador compulsivo que deve a todo mundo e não parece sentir constrangimento, preocupação ou ansiedade a respeito disto. Para mitigar a ansiedade relativa a este problema, é importante que a pessoa renove sua apreciação do próprio valor, aquele valor do Eu que independe de dívidas, riqueza ou desempenho. Santo Agostinho disse algo que pode encorajá-la: “Deus ama cada um de nós como se fôssemos únicos.”

Em nossas monografias aprendemos a reconhecer a abundância do Cósmico e o fato de que nossas dificuldades provêm de nos mantermos afastados dessa fonte. Para podermos gozar dessa abundância, devemos nos organizar aqui e agora.

Um bom meio é colocar no papel um plano realista para cada mês, com as entradas e saídas costumeiras de dinheiro e diariamente renovar seu compromisso de seguir o plano feito. Se uma despesa inesperada e inevitável ocorrer, modificando o plano, não o abandone; faça a melhor adaptação que puder e continue a segui-lo. Proceder desta forma, mês após mês, nos ajuda a organizar as prioridades quanto ao que é mais importante e mais valorizado por nós. Seguir um plano nos ajuda a sentir que estamos caminhando na direção certa, que temos o controle da situação e estamos fazendo o melhor possível.

É muito difícil estabelecer prioridades claras, diante da barragem de publicidade de vendas, dirigida não só a nós, mas também a nossos dependentes. Vivemos cercados pela filosofia do “consumismo”, a qual nos diz que devemos gastar mais para manter saudável a economia do país e que devemos descartar coisas que já temos e substituí-las por outras novas. Para contrabalançar esta filosofia podemos dar atenção a um amigo ditado da Nova Inglaterra que diz mais ou menos o seguinte: “Use até terminar, use até gastar; adapte para que sirva ou passe sem”. A vida, entretanto, oferece abundância e não está presa a tais extremos.

Ao mesmo tempo em que pensamos em economia, pedimos a ajuda e orientação do cósmico para alcançarmos o nosso conceito de fartura e até mesmo de superávit, de sobra. Se o que temos não é visto como supérfluo ou excedente, não existe o supérfluo, não importa o quanto tenhamos. No filme “Eu me Lembro de Mamãe”, as crianças de uma família pobre são informadas pelos pais de que a família tem uma conta bancária, mas que esta não deve ser utilizada para saques. Isto era uma história inventada pelos pais para que os filhos crescessem com a ideia de que havia algum dinheiro de sobra, e não passassem pelo desespero da pobreza extrema. Funcionou! A ideia do excedente é, verdadeiramente, um aliado poderoso de nosso bem-estar emocional e financeiro.

Mas como desenvolver este sentimento de que temos um excedente, para não falar de possuí-lo efetivamente? Para começar, consideremos este estranho fato: o dinheiro é apenas um meio de suprir temporariamente o nosso excedente, seja ele em forma de dinheiro vivo, poupança, conta corrente etc. Outro meio útil seria o seguinte: assim que seja viável, do ponto de vista prático, destine uma quantia em dinheiro, por pequena que seja, em seu plano financeiro mensal, para formar o seu “excedente” sua “sobra”. Em vez de fazer constar do orçamento todo o seu rendimento mensal, até o último centavo, incluindo as quantias destinadas a férias, caderneta de poupança, aposentadoria etc., simplesmente considere todas estas coisas como “excedente”. Com o tempo, você poderá pensar em destinar para outros fins uma parte do excedente acumulado.

Uma outra forma útil é inventariar todos os excedentes atuais (como contar suas bênçãos). Não terá você um excedente em forma de energia, vigor, tempo, afabilidade, ideias criativas, uma capacidade ou conhecimento especial ou qualquer outra coisa do gênero? Escreva tudo isto e verifique que não está empobrecido. É daquilo que nos sobra que damos ao próximo. Solte a imaginação também: de que formas podem algumas dessas sobras ou excedentes serem trocadas ou convertidas em dinheiro? Escreva cada ideia, não importa o quanto pareça afetada. Esta fórmula abre os canais para o auxílio Cósmico.

Sermos “curados” de nossos males financeiros pelo auxílio do Cósmico não é mais fantástico do que sermos curados de nossas doenças pelo mesmo meio. À medida que nos aproximamos mais da compreensão Cósmica, descobrimos que as forças Cósmicas sempre estiveram operando no sentido de nossa integridade e total bem-estar, no sentido de uma vida de abundância. Em casos de doença, a orientação Cósmica nos ajuda a detectar e corrigir os hábitos e noções errôneas que obstruem a boa saúde. O mesmo se aplica aos nossos problemas financeiros. Podemos aprender, por exemplo, que não é o dinheiro a raiz do problema e sim as noções erradas sobre o mesmo, sua função e sua prioridade. Alcançar a abundância, a fartura e o superávit, representa um objetivo mais saudável e uma direção melhor em nossa vida.

PONTOS A PONDERAR

  1. O dinheiro é um meio para alcançarmos um fim. Tomado como um fim em si mesmo, o dinheiro é um dos anestésicos mais potentes com relação à consciência criativa.
  1. Tanto a abundância como a privação começam como estados mentais e depois se manifestam no mundo objetivo. O desejo é um impulso do estado mental em direção à concretização daquele estado, seja de abundância ou de privação.
  1. A alma é exaltada pelo labor produtivo. A individualidade objetiva é, primeiramente, refinada para servir de ferramenta a ser utilizada no labor produtivo. O autodomínio é o refinamento do indivíduo objetivo para servir o Eu Superior.
  1. Um objetivo estabelecido na mente também estabelece os próprios meios de sua realização. Com o autodomínio, os objetivos e necessidades conscientemente reconhecidos são voluntariamente harmonizados com um outro objetivo maior e mais abrangente.
  1. O dinheiro, como meio de troca, também é um meio de comunicação. Simboliza o relacionamento prático de uma pessoa mesma e com as demais. A qualidade dessa comunicação principia pela tomada de responsabilidade quanto à qualidade da própria consciência individual.
  1. Na qualidade de conceito abstrato, o dinheiro representa tudo que é completamente verdadeiro e também tudo que é completamente falso. Se passamos por cima do que é superficial para a efetiva fonte de poder representada pelo dinheiro, encaramos a verdade.
  1. Aceite o fato de que tudo que você está experimentando agora, agradável e desagradável, só bem mais tarde poderá ser reconhecido como um apoio no processo de alcançar seu próprio objetivo na vida.

 

você pode gostar também