Eu Tenho X Eu Quero

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Eu Tenho X Eu Quero

Adilson Rodrigues, FRC

Prezado amigo: você já pensou quantas tomadas de decisões nós temos que realizar durante um dia comum de atividades? Os pesquisadores dizem que chegamos a tomar mais de 10 mil decisões por ano. Isto é claro, uma pessoa comum. Surpreendente, não? E quantas dessas decisões são impulsionadas por obrigação?

Analisemos os dois grandes motivadores humanos, os dois combustíveis que usamos no dia a dia: eu tenho e eu quero fazer…

Você consegue perceber a diferença de agir sob estas motivações?

Seu filho sai para uma festa e você levanta na madrugada para buscá-lo, situação muito comum hoje em dia. Você vai com o “eu tenho” ou você sai com o “eu quero”?

Seu marido quer ir almoçar na casa da mãe dele, portanto, sua sogra: eu tenho que ir ou eu quero ir?

Estamos sempre entre esses dois motivadores. Sua esposa quer assistir a uma comédia romântica. Você decide acompanhá-la: eu tenho ou eu quero?

Certas decisões são fáceis de tomar e algumas são desastrosas.

Eu tenho que fazer significa uma obrigação, um sacrifício, um sofrimento, um desgaste. De intensidade variável, mas sempre um sacrifício.

Eu tenho… pode significar também uma renúncia. Quando uma pessoa precisa fazer muitas coisas por obrigação gera cansaço fácil, mau humor e muitas cobranças.

Imagine uma senhora que dedicou muitos anos de sua vida a criar os filhos. Suas necessidades básicas foram alcançadas pelo seu esforço e muitas renúncias. E possível que, no final, ela queira recompensas.

Quando você faz alguma tarefa motivado pelo “eu quero fazer”, a consequência é o prazer, a satisfação. Você já ganhou.

Meu amigo foi presidente de um sindicato. Ele não queria o cargo. Os amigos insistiram. Ele teve um ano de sacrifícios e renúncias. Saiu-se bem. No final da sofrida gestão o que você acha que ele esperava?

Nenhuma recompensa ou aplauso aconteceu. Se ele fez sua tarefa por “eu tenho”, o que ele esperava? Se ele fez sua tarefa por “eu quero”, como ele se sentiu?

Renúncia lembra sempre: “eu tenho”. Um jovem casal atritou por causa de renúncias.

Ele adorava jogar bola com os amigos na quinta-feira. Era sua quinta nobre. Sua jovem esposa não gostava de ficar sozinha à noite em casa. Censurava o seu futebol. Ora, ele tem uma quinta nobre e eu fico sozinha em casa? Era o que ela dizia. Ele, por cuidados e pressão deixa o futebol. “Eu tenho que ficar em casa”. Adivinhe o que aconteceu na primeira briga do casal? O que você acha que ele botou para fora?

Concluindo, se você age muitas vezes motivado por “eu tenho” comece a se observar e desperte sua criatividade para transformar o eu tenho em eu quero.

Feliz reflexão!

 

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