Em Busca do Pássaro Azul

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Em Busca do Pássaro Azul

Phyllis Luis Pipitone, Ph.D., F.R.C.

A busca da felicidade, tantas vezes idealística, irrealística, e às vezes aparentemente inatingível! A meta é necessariamente individual. Às vezes, para nossa tristeza, descobrimos que a grama apenas parecia verde no outro lado da rua e que o que faz uma pessoa feliz talvez não faça outra.

A felicidade não é completamente indefinível, embora seu significado seja diferente para cada indivíduo. Pode consistir em boa sorte, alegria, prazer e contentamento, entre outras coisas. Mas para muitos, o pássaro azul da felicidade parece inatingível, não uma ave que pousa constantemente em nossos ombros, mas algo difícil de cativar e de segurar nas mãos – transitório, efêmero e que está “sempre mais adiante”.

Felicidade. Quando adultos e crianças a descrevem, aparecem várias definições. Algumas são cômicas, outras têm um matiz de nostalgia; algumas são sentimentais e gratas ao coração, outras são irônicas pois que são a própria simplicidade.

A Psicologia atual enfatiza a necessidade de o indivíduo descobrir sozinho o que é a felicidade, lutando depois para alcançar esse objetivo. O indivíduo deve ter iniciativa pessoal, pois pouco alcança aquele que só espera. Entretanto, esse objetivo não pode ser alcançado à custa dos outros, pois nisso encontra-se a semente do descontentamento.

Talvez a pessoa busque viver num ambiente diferente, ou estar entre certas pessoas como uma família, parentes ou amigos, ou executar algum tipo de trabalho ou ter certa condição de saúde. Existem inúmeras facetas no diamante da felicidade. Mas a pessoa deve buscar aquilo que seja suficiente para manter um estado de equilíbrio, um estado de harmonia. A suficiência de alguma espécie, portanto, é parte da resposta. Mas de que é que precisamos; o que é suficiente para nos fazer contentes com a vida e nos trazer felicidade; e em que aspecto da vida sentimos essa insuficiência?

O passar do tempo por si só não traz a sabedoria. Mas com a maturidade descobrimos que as coisas mais importantes na vida são a saúde, a família e os amigos, embora não necessariamente nessa ordem.

Geralmente não damos importância à saúde, isto é, até que a percamos ou a tenhamos “diminuída”!

Quantos adultos gostariam de ter dado maior atenção à saúde durante a juventude e seus anos mais ativos para que chegassem à meia-idade em excelente condição física! Por outro lado, quantos adultos que desfrutam boa saúde pensam em expressar gratidão ao seu corpo pela condição saudável em que se encontram?

Muitas vezes supõe-se que com saúde a pessoa pode conseguir o dinheiro necessário à aquisição das comodidades materiais. Talvez a pessoa acredite que algo tangível de natureza material lhe traga felicidade, ao passo que aquele que já possui considerável riqueza material talvez sinta que ela é insuficiente e deseje ainda mais. Outro ainda talvez tenha segurança financeira mas necessite de paz mental para ser feliz. Algumas pessoas podem ser consideradas pobres em termos de bens tangíveis, porém seu espírito é elevado e elas são verdadeiramente ricas de muitos outros modos.

Um indivíduo que não tenha família talvez sinta que muitos de seus problemas seriam resolvidos se ele tivesse um parente por perto que com ele compartilhasse dos fardos e alegrias da vida. Entretanto, outro indivíduo que esteja cercado por membros da faml1ia talvez sinta que menos parentes em sua vida seria mais desejável. Uma vez mais, trata-se duma questão individual.

Amigos e conhecidos constituem ainda outro aspecto. Os amigos são realmente poucos e infrequentes, e geralmente são necessários anos para o estabelecimento duma amizade. Para muitas pessoas isso pode ser um grande problema, porque em nossa sociedade ocidental nômade e transitória, em que os membros duma família talvez se mudem várias vezes numa vida, longas amizades são difíceis de conseguir e manter. Embora se possa descobrir a felicidade entre pessoas com os mesmos interesses, ela deve também ser encontrada buscando-se o contentamento no próprio interior

Muitas pessoas vivem no futuro. Elas costumam usar expressões como: “em alguns meses … , em algumas semanas … , no ano que vem … , quando eu ficar mais velho”. Outras vivem no passado: ” … ah se eu tivesse … , agora é tarde demais … , o que eu devia ter feito era … “. É muito difícil não recordarmos algo do passado, especialmente à medida que envelhecemos e temos mais aos atrás que à frente. É também muito difícil não almejarmos o futuro quando o presente não é uma experiência muito agradável. Mas o importante é não nos esquecermos do agora, pois como foi outrora o futuro logo será o passado. É comum fazermos referência aos “bons velhos tempos”, mas esquecemo-nos de que os bons velhos tempos que serão lembrados no futuro são os próprios dias de hoje.

Lembremo-nos que as melhores coisas da vida são gratuitas; a felicidade está logo à frente; conte suas bênçãos; sempre há esperança; sempre é mais escuro antes do alvorecer. Esses ditados são quase proverbiais, mas resistiram ao teste do tempo, pois geração após geração os repete. A felicidade sobeja e os meios de alcançar esse estado encontram-se bem perto.

Releia esses ditados, ou recorde outros. Medite sobre aquele que você acha ser uma útil aplicação à sua atual busca da felicidade.

O que parece mais importante para você neste momento específico de sua vida? Pare neste exato momento para pensar naquilo que você acha que iria lhe trazer felicidade. Você está em condições de realizar o que busca? O que quer que isso seja, poderá alcançá-lo por ação, palavra ou pensamento? Poderá fazê-lo, dizê-lo, ou nisso pensar?

Lembre-se da afirmação Rosacruz: “Se for da vontade do Cósmico, está feito.”

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