Sobre a discriminação racial

Sobre a discriminação racial

Serge Toussaint, FRC
Grande Mestre da Ordem Rosacruz para os países de língua francesa

Como todos sabem, o racismo é infelizmente uma realidade, não apenas entre pessoas de raças diferentes habitando países diferentes, mas também entre pessoas de raças diferentes que residem num mesmo país, numa mesma região, numa mesma cidade ou numa mesma aldeia. Nesse caso, constatamos que a proximidade atiça ainda mais as paixões e os ódios.

Para lutar contra o racismo, alguns sugerem suprimir a palavra « raça » de todos os textos “oficiais“ e até mesmo do vocabulário, a pretexto de que não existem diversas raças, mas apenas uma: a Raça humana em seu conjunto. Além de ser algo demagógica, tal medida não solucionaria em nada o problema de base. Além disso, com que fundamento jurídico poderíamos então incriminar os indivíduos que perpetraram discursos ou cometeram atos que não mais poderíamos qualificar de « racistas »?

Admitindo-se ou não a existência de diversas raças (branca, amarela e negra, de acordo com determinados antropólogos), não se pode negar que existem diversos tipos de hominídeos. À guisa de exemplo, se compararmos um africano, um asiático e um europeu, é inegável que eles têm características de povos diferentes. Não reconhecer isso seria pura hipocrisia e consituiría com efeito uma forma de racismo, pois o simples fato de negar as diferenças não as faz desaparecer por si e traduz, no mais das vezes, uma incapacidade de aceitá-las.

De qualquer forma, o fato de pensar que existem diversas raças humanas não é racista. O que é de fato racista é pensar que a raça à qual se pertence é superior às demais e comportar-se dessa forma. Por extensão, é desprezar as pessoas que pertencem a outra raça que não a sua a ponto de dar prova de discriminação e de opressão contra elas, como ainda é muito comum em todo o mundo.

As causas do racismo são várias, inclusive porque muitos indivíduos tendem a privilegiar não apenas aqueles de sua raça como também os de sua nacionalidade, de sua religião, de sua classe social etc. Todavia, creio que sua causa principal reside na maldade e na insensatez, o que em hipótese alguma se constitui numa desculpa. Regra geral, isso é próprio de indivíduos fracos que se creem ilusoriamente fortes por meio do grupo a que pertencem. Trata-se efetivamente de uma perversão do instinto gregário. Quanto àqueles que fazem do racismo o suporte de uma ideologia, estes são um insulto ao seu status de humano. Evidentemente, esse tipo de comportamento não deve ser nem tolerado, nem endossado.

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