Cuidando de Gramados

Cuidando de Gramados

Alguma vez você já pensou que a natureza ficaria melhor sozinha? Existe uma conversa imaginária entre Deus e São Francisco, que algum desconhecido escreveu para divertir a si mesmo e aos seus amigos. Ela pode ter lições para aqueles entre nós que insistem em seguir padrões do mundo moderno ao invés de viver como a natureza e seu impecável criador queriam.

Deus: Chico, você entende a natureza melhor que a maioria, e sei como você a ama. Mas o que, em nome de Deus, está acontecendo com as plantas do meu jardim lá embaixo? Eu inventei o plano de um jardim perfeito, sem nenhuma necessidade de manutenção, com cardos, dentes-de-leão, violetas, trevos, margaridas e todas as outras espécies. Elas crescem em qualquer tipo de solo e continuam produzindo novas gerações sem nenhum cansaço.  Deixadas sozinhas, elas se dão muito bem. Seu néctar atrai borboletas, abelhas, aves sonoras, todo mundo gosta delas. Eu esperava ver vastas áreas coloridas, mas agora, eu fico vendo aqueles monótonos e velhos retângulos verdes.

Francisco: Oh sim aqueles, pois é, sim aqueles retângulos verdes são o que as pessoas plantam quando elas vivem nos condomínios ou bairros residenciais. Eu não sei exatamente como aconteceu, mas alguma brilhante centelha decidiu um dia que suas amadas flores eram indesejáveis e deveriam ser renomeadas oficialmente de “daninhas”.  Agora, as pessoas fazem grandes esforços para se livrar delas e, em seguida, as substituem com grama em blocos retangulares que elas chamam de “gramados”.

Deus: por que grama? Ela não é tão bonita, tem somente uma mesma velha cor e não atrai nada; nem borboletas, nem pássaros e nem abelhas. Muito pior que aquelas magníficas flores. Por que essas pessoas querem justamente grama, por que só ela quando se tem uma variedade tão grande para escolher?

Francisco: Eu realmente não sei Senhor, mas eles fazem grandes esforços para ela crescer e se manter verde, no início da primavera eles a fertilizam e envenenam todas as outras plantas que tentam crescer em seus relvados.

Deus: A chuva do início da primavera pode fazer com que a grama cresça rapidamente. Isto deve deixá-los muito felizes.

Francisco: Alguém poderia pensar assim, mas não, assim que ela começa a crescer, eles usam uma máquina para cortá-la de novo, às vezes duas vezes por semana.  Eles inventaram um equipamento especial justamente para fazer isto.

Deus: Certo, eles cortam a grama. E então? Eles a enfardam como o feno e usam para outra coisa?

Francisco: Não, eles juntam com um rastelo e colocam em sacos.

Deus: O que? Por que eles ensacam? Eles vendem a grama?

Francisco: Não, eles não vendem e eu também não consigo entender isso. Na verdade, eles pagam para alguém pegá-la e levá-la embora.

Deus: Espere, espere, você está me dizendo que eles têm toda essa despesa para fertilizar a grama para que ela cresça e quando ela amavelmente cresce, eles cortam e pagam alguém para jogá-la fora?

Francisco: Sim, eu receio que é o que eles fazem.

Deus: Isto é esquisito. Mas eles devem ficar aliviados no verão quando eu corto a chuva e envio o sol. Isto deve diminuir o crescimento e poupá-los de todo aquele trabalho.

Francisco: Não, não é bem assim, Senhor. Quando a grama para de crescer rápido eles trazem mangueiras e aspersores e pagam pela água para molhar a grama para que eles possam cortar novamente.

Deus: Que…  Que maluquice! Ainda bem que pelo menos, eles mantêm algumas árvores. É muito bom ter árvores nos jardins. Elas brotam folhas que embelezam na primavera e fazem sombra no verão, então no outono as folhas caem e formam uma cama natural para manter a mistura do solo e proteger as plantas, incluindo a grama, os arbustos e as próprias árvores. Assim que as folhas apodrecem, elas formam composto para enriquecer o solo, fazendo o perfeito ciclo da vida. Não poderia ser melhor, um perfeito exemplo de reciclagem.

Francisco: Eu realmente sinto muito ter que desapontá-lo novamente Deus, mas os jardineiros criaram seu próprio ciclo. Assim que as folhas caem, eles juntam com o rastelo e as jogam fora. Então, eles saem e pagam mais para comprar o que eles chamam de “substrato” que espalham nos seus jardins no lugar das folhas.

Deus: Onde, pelo amor de Deus, eles buscam o tal “substrato”?

Francisco: Ele é feito das árvores que eles cortaram, moeram e misturaram com as folhas mortas, grama velha cortada … e coisas do tipo.

Deus: É o suficiente, estou ficando muito velho para isto. Eu pensei que tinha feito eles brilhantes, e realmente os fiz. Mas está claro que eles são tão estúpidos como tábuas, e isso sendo bonzinho!

 

 

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