A Verdade

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A Verdade

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Um conceito ou vocábulo que é difícil de tornar claro é “Verdade”. De início ela parece, sempre, bastante simples para se compreender; todavia, sob interrogação, o indivíduo torna-se, muitas vezes, confuso quanto ao seu total significado. Se fosse formulada uma pergunta a alguém que exigisse uma resposta única, verdade ou mentira, a pessoa poderia considerar a verdade de maneira absolutamente objetiva. Por exemplo, se fosse solicitado que ela respondesse se é verdade ou mentira a afirmação: “Você está usando um chapéu”, ela poderia, muito facilmente, declarar que a afirmação é verdadeira ou falsa dependo simplesmente do fato de estar, ou não usando chapéu. A verdade, portanto, define o estado ou condição existente. É, sempre, aquilo que descreve o que existe, como oposto ao que não existe.

O problema, então, transforma-se no seguinte: o que, realmente, existe? Se tudo o que existe é Verdade, então, não há inverdades ou falsidades inerentes ao universo. O universo é verdade; é tudo aquilo que existe. A dificuldade que o homem encontra é devida à sua hesitação em lidar com a Verdade sem reservas. A Verdade, todavia, é essencialmente simples. É o universo perceptível. O homem nada mais pode conhecer do que aquilo que observa objetiva e subjetivamente.

A Verdade é realidade e o homem tem hesitação inata para lidar com a realidade. A realidade faz certas exigências, entre as quais a de que o homem deve envidar esforços para concretizar seus objetivos; deve pensar e agir, de maneira positiva, para trazer ao seu meio ambiente as boas coisas da vida; deve adaptar-se à mutação, ao movimento da própria vida. Caracteristicamente, a satisfação dessas exigências não se processa facilmente. O homem tende a procrastinar; demonstra uma resistência inata à mutação; determina como seu objetivo, uma época em que possa descansar – quando então, poderá estabelecer uma pausa na agitação impetuosa da existência.

Assim, em seu total contato com a realidade, o homem é surpreendido em várias tentativas de alterá-la para se adaptar às suas paixões e fraquezas inatas. Ele tenta fazer com que o padrão da vida se adapte às suas inclinações e conduta, ao invés de alterar suas inclinações e conduta para que se adaptem ao padrão verdadeiro, às exigências da existência. Por essas razões, o homem entrega-se a falsidade e inverdades. Para descobrir a Verdade, terá de, apenas, tornar-se um observador consciente e sincero da vida. Para viver na verdade, deverá agir de conformidade com essas observações, sem tentar evitar ou racionalizar aquilo que existe.

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