A Amplitude do Misticismo

amplitude do misticismo

A Amplitude do Misticismo

Joan Campbell, FRC

Os ensinamentos da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis são amplos e inclusivos, porém, frequentemente, o estudante dá ênfase a determinados aspectos, em detrimento de outros, e, então, critica os estudos como não sendo suficientemente profundos. Este, porém, é um julgamento superficial. Na realidade, uma busca intensiva do conhecimento é fortemente recomendada. Os ensinamentos nunca são dogmáticos: deixam o estudante livre para estabelecer sua própria natureza.

O misticismo é tão amplo quanto profundo. Penetra as origens da existência humana, e busca uma síntese da ciência, da filosofia e da religião. Procura, também, indicar o caminho para a aplicação prática desse conhecimento na vida diária, para domínio das circunstâncias e problemas que possam se apresentar.

Não se trata de uma filosofia abstrata, à qual uma pessoa possa dispensar atenção superficial e esperar resultados, ou que exija a observação de um acanhado código de vida ou sistema ético. Não há “abracadabra” para solucionar tudo, instantaneamente, sem trabalho árduo, sem meditação profunda, sem luta fatigante e sem lições exigentes. É um sistema maravilhoso e mágico para aqueles que saibam fazer uso das chaves que, tão liberalmente, lhes são entregues. A alquimia do pensamento, baseada nos conceitos dos ensinamentos e nos preceitos de bons pensamentos, boas ações, e bons motivos, poderá, finalmente, vencer todas as provas e tribulações.

Não há processo infalível, na senda mística: o processo que levará determinado estudante ao sucesso, pode provocar o fracasso de um outro. O objetivo do indivíduo deve ser o de encontrar e compreender a si mesmo, expandindo a sua própria consciência, chegando, desse modo, a compreender a sua relação para com o universo e seus semelhantes. A despeito dos inúmeros e diferentes processos para alcançar esse objetivo, os resultados são os mesmos e as conquistas, acentuadamente semelhantes.

Quanto mais estudamos a vida dos místicos do passado, mais verificamos as coisas que eles tinham em comum. Eram indivíduos idealistas, porém também práticos. Muito raramente se tornavam ascetas. Não obstante a calúnia, a maledicência e a oposição por parte daqueles que não compreendiam o seu trabalho, encontravam um meio de colocar seus ideais em bases práticas, para benefício de todos, sabendo, perfeitamente, que não receberiam encômios ou reconhecimento enquanto vivessem. Tudo que realizavam, era feito com autoridade e intrepidez que não podiam ser alteradas pela opinião pública, por princípios morais de qualquer classe de pessoas, ou por padrões sociais estabelecidos.

Essas pessoas surgem no meio da humanidade, algumas vezes por vaticínio, outras não. Não pertencem a qualquer classe ou credo específico. Podem transcender às diferenças e preconceitos normais que existem entre uma e outra raça, entre uma e outra nacionalidade. Representam a fraternidade universal do homem.

Há, na Ordem Rosacruz AMORC uma vasta e selecionada literatura sobre a questão do misticismo, parte tratando especificamente dos místicos orientais e parte dos místicos cristãos. O livro “Misticismo” de Evelyn Underhill, trata, mais detalhadamente, do misticismo cristão, dando suas razões para fazê-lo.

O fenômeno da experiência mística abre uma vasta perspectiva para os estudantes. Na obra “Consciência Cósmica”, o Dr. Richard Maurice Bucke descreve a similaridade de experiências e manifestações da consciência mais sublime, na vida daqueles a quem o mundo reconhece como lhes tendo legado um registro de realizações que deverá contemplar e tentar igualar.

Alguns psicólogos tentam explicar os fenômenos místicos de maneira prática e científica, e muitos eminentes escritores e pensadores estão se aprofundando no assunto. Muitos serão levados aos portais de nossa Ordem. Eles deverão nos encontrar prontos para auxiliá-los, por meios simples e práticos. Pela expansão de nosso conhecimento, poderemos abrir as portas para outros.

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